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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

(Lição 05) Como organizar eficazmente o tempo de estudo

Organizar o tempo de estudo é uma competência que deve ser desenvolvida desde cedo. A elaboração de um horário de estudo pode facilitar essa tarefa.
Por Armanda Zenhas

A organização do tempo de estudo costuma ser determinada pelas datas dos testes. Em vésperas de um teste, estuda-se. Quando não há testes à vista, deixa-se para amanhã (ou para depois de depois de amanhã) aquilo que se deve fazer hoje. Aprende-se a técnica no Ensino Básico e ela perdura pela vida estudantil afora, determinando noitadas nos anos mais avançados e insucessos ou aprendizagens mal coladas em todos eles.

Organizar o tempo de estudo é uma competência que deve ser desenvolvida desde cedo. A elaboração de um horário de estudo pode facilitar essa tarefa. Os estudantes, principalmente se são muito jovens, precisam, para isso, do apoio dos professores e dos pais. Calvin, o nosso amigo da banda desenhada, aprendeu como o fazer e partiu para a tarefa muito entusiasmado, mas sozinho...


Calvin sabia que o seu estudo seria mais eficaz se organizasse o tempo. Ele sabia que devia prever um determinado tempo para estudar cada disciplina. Apenas se esqueceu de adequar os espaços de tempo às necessidades de estudo. Vejamos algumas regras para que essa organização seja eficaz:
  • Diariamente é necessário fazer revisões das matérias dadas nesse dia e os TPC.
  • Nos dias em que há menos aulas, deve ser feito um estudo mais aprofundado das várias matérias, incidindo particularmente sobre aquelas em que se tem mais dificuldades.
  • O estudo deve ser iniciado por uma disciplina de dificuldade média, seguindo-se as mais difíceis. Para o fim ficam as mais fáceis, visto já se estar mais cansado e menos apto a um grande esforço.
  • Ao fim de cada espaço de 20 a 40 minutos, deve ser feita uma pequena pausa, durante a qual não se deve ver televisão ou jogar computador, para que a pausa seja de fato pequena e não se perca a concentração no estudo.
  • O tempo a dedicar diariamente ao estudo depende do horário do aluno e do próprio aluno.
A competência de organização do tempo de estudo precisa de ser gradualmente desenvolvida e requer motivação. O papel dos pais é extremamente importante. Eles podem facilitar a criação de condições físicas em casa (local de estudo adequado, impedimento de interrupções ao estudo por parte dos amigos e dos irmãos, etc.), podem valorizar o trabalho dos filhos, podem dar-lhes apoio afetivo. Um elogio ou um carinho após cada pequena conquista podem ser preciosos reforços. Talvez assim os filhos aprendam a usar um relógio de cozinha ou um relógio mental que consiga medir tempos maiores e mais adequados do que o do Calvin.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

(Lição 05) Dicas para refletir sobre a forma como se estuda

Cada estudante deve compreender os pontos fortes e fracos da forma como estuda e aperfeiçoar os seus métodos, para que o seu esforço seja bem sucedido.
Por Armanda Zenhas

"Quanto mais estudo, menos sei.", "Não vale a pena estudar", "Estudei até às duas da manhã e tirei 'zero'. No outro teste, não estudei nada e tirei ´seis´."

Terminado o primeiro bimestre e recebidas as primeiras notas do ano letivo, é tempo de balanço. Quantos estudantes fazem comentários como estes? Quantos atribuem à sorte ou ao azar os resultados dos testes ou do bimestre? Quantos descrêem completamente das suas capacidades?

Vale a pena o estudante refletir sobre o que se passou ao longo do bimestre. A reflexão pode ser feita a sós, se ele já for mais velho, ou com a ajuda de um familiar ou de um professor. Algumas questões podem orientar essa tarefa:
  • Estudei diariamente ou concentrei o meu estudo apenas nas vésperas dos testes?
  • O ambiente em que eu estudava me ajudava a estar concentrado ou havia coisas que me distraíam (televisão ou computador ligados, brinquedos, conversas demasiado próximas, o celular sempre anunciando novas mensagens, etc.)?
  • Antes de iniciar qualquer exercício de aplicação de uma matéria, fiz revisões do conteúdo estudado?
  • Quando acabava de estudar, verificava se tinha compreendido a matéria?
  • Apontei as dúvidas e tentei esclarecê-las com alguém (colegas, familiares, professores)?
  • Estive atento nas aulas e participei nas atividades?
  • Nas aulas, quando tinha dificuldades, desistia e esperava que a correção fosse feita no quadro ou tentava resolver essas dúvidas consultando os livros e o caderno diário ou pedindo ajuda ao professor?
  • Quando faltei às aulas, peguei os resumos e os apontamentos, estudei a matéria dada e esclareci as dúvidas com o professor?
Estas perguntas são apenas sugestões. Elas podem não ser as mais adequadas para todos os estudantes e podem não esgotar os problemas. São, no entanto, um ponto de partida e podem sugerir outras mais pertinentes.

Ressalvando o fato de o insucesso não ter como causa exclusiva a falta de estudo ou um estudo mal conduzido, convém que cada estudante compreenda os pontos fortes e fracos da forma como estuda e aperfeiçoe os seus métodos, para que o seu esforço seja bem sucedido.